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Evento reitera necessidade de representação feminina na advocacia

Nádia Mendes Mesmo já representando metade dos quadros da Ordem, as advogadas permanecem sendo minoria nos cargos de chefia nos grandes escritórios. Para debater esses e outros desafios que as mulheres enfrentam na profissão, a Comissão de Gestão Jurídica (CGJUR) da OAB/RJ promoveu um encontro na tarde desta segunda-feira, dia 13. O presidente da CGJUR, Felipe Asensi, lembrou que a comissão tem feito, ao longo de todo o ano, uma série de eventos voltados para provocar reflexões sobre os desafios da gestão jurídica. “A nossa comissão tem esse DNA de buscar oferecer reflexões, críticas, caminhos e elementos importantes para que possamos não somente pensar, como desenvolver uma gestão jurídica mais eficiente dentro dos escritórios de advocacia. Pensar como a gestão jurídica está cheia de desafios de persas naturezas. Um desses é, justamente, o modo que a mulher vai atuar dentro dessa área. É fundamental tratar desse tema e muito nos orgulha estar trazendo essa discussão para a OAB”, disse. À frente da OAB Mulher, Marisa Gáudio participou da abertura do encontro lembrando da importância da interseção do trabalho das comissões. “Os temas perpassam. E sabemos que a mulher chegou no mercado de trabalho, mas infelizmente não consegue crescer. Existe um teto de vidro para nós e isso tem me preocupado muito na advocacia. As mulheres precisam aparecer, precisam ocupar os espaços. Temos muito o que acrescentar para os debates, todos eles, não apenas os que tratam de gênero, mas para isso precisamos de visibilidade”, pontuou. Membro da CGJUR e fundadora do projeto Plenas, Juliana Ribeiro tratou da atuação do grupo, que ajuda mulheres que passaram por relacionamentos abusivos, inspirado em sua própria história. “A gente leva esperança para pessoas que estão sem esperança. Nem sempre precisamos de algo complexo, às vezes só nos basta um abraço e atenção. Mas esse projeto ajuda, também, na inserção no mercado de trabalho, por exemplo”, explicou. Reiterando que o número de advogadas está tecnicamente empatado com o de advogados no Rio de Janeiro e que nos próximos dois anos as mulheres serão maioria nos quadros da Ordem, o colega Alan Maurano Savedra tratou da feminização da advocacia. “Estar inscrita nos quadros, não garante estar inserida ou bem inserida no mercado do trabalho”, lembrou. Savedra fez uma pesquisa sobre a situação das mulheres em grandes escritórios e percebeu que os estigmas do gênero feminino na advocacia ainda são muito fortes e impedem que elas cheguem à posição de sócias. “Quando se pergunta a um sócio de um grande escritório porque não contrata mulheres, ele baseia seus argumentos na jornada dupla ou tripla da mulher, no fato delas quererem engravidar e, pasmem, até nas variações hormonais. A advocacia é uma das profissões mais machistas e, ainda hoje, o imaginário coletivo vê no homem de terno a figura do advogado e a seriedade da profissão. Por isso é tão importante promovermos a representatividade das mulheres”, defendeu. Advogada há vinte e cinco anos, Renata Precht defendeu que o papel da mulher na advocacia ainda tem que ser encontrado e definido. ”E isso tem que começar por nós mulheres. Muitas vezes nós não sabemos nos posicionar nessa sociedade, principalmente na advocacia, e nos contentamos com pouco. Como muitas vezes dizemos, nos contentamos em ser entregadoras de papel. Só que eu acredito que estamos muito além”. Para ela, as advogadas precisam entender que não é papel delas buscar um lugar ao sol: “Eu acho que nosso papel é ocupar um espaço que é nosso. Nós somos inteligentes e capazes. Quando focamos chegamos aonde queremos, mas existem questões que são únicas e nossas”. Marilha Boldt encerrou a discussão falando sobre os tipos de violência contra a mulher e seus meios de superação. “Como falar de superação para mulheres? Mulheres superam-se todos os dias, mas algumas coisas são mais difíceis de superar, como a própria violência”, disse. Em sua fala, ela explicou um pouco sobre a abrangência da Lei Maria da Penha, que, além da violência física, inclui também a psicológica, sexual, patrimonial e moral. "Eu acredito que a violência psicológica é uma das piores porque o trauma psicológico é muito difícil de ser curado. São meros detalhes que causam danos, especialmente o emocional, diminuindo a autoestima da mulher. Proibir a mulher de trabalhar, de estudar, de viajar, ser impedida de falar com parentes ou amigos, isso parece algo fantasioso, mas ainda existe nos dias atuais”, destacou, lembrando que existem outras formas de violência contra a mulher, como a racial, lesbofobia, a violência institucional, o feminicídio e o tráfico de mulheres.
14/11/2017 (00:00)
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